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Time Olímpico de Refugiados Rio 2016-10 anos depois

Time Olímpico de Refugiados pela primeira vez na história dos Jogos


Equipe de atletas refugiados durante a abertura das olimpíadas Rio 2016
Equipe olímpica de refugiados durante a abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016

Havia tempo, os órgãos responsáveis pelo esporte espetáculo internacional vinham negligenciando as questões sociais e aquelas relativas à cidadania. Tanto a Federação Internacional de Futebol (FIFA) quanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) omitiam-se sobre tais aspectos em momentos importantes, apesar de possuir em seus estatutos recomendações sobre isso. Aparentemente, as vantagens comerciais e a ganância por lucros com os megaeventos têm sufocado as iniciativas de cunho social, o que prejudica sobremaneira a imagem dessas instituições, além dos casos de corrupção revelados naquela época.

Na Olimpíada Rio 2016 o COI decidiu valorizar a cidadania, no momento em que o mundo se deparava com o sofrimento dos refugiados que haviam migrado para a Europa. De acordo com o presidente do COI, Thomas Bach, a atitude era uma “mensagem de esperança” ao mundo n momento especial de luta dos refugiados. "O COI decidiu convidar os atletas refugiados mais qualificados para os Jogos do Rio", anunciou Bach no campo Eleonas em Atenas, Grécia, em janeiro de 2016.

Imagem de Thomas Bach, ex-presidente do COI
Thomas Bach. Ex-presidente do COI

"Queremos enviar uma mensagem de esperança e confiança para os refugiados e chamar a atenção do mundo para o destino e o problema dos 60 milhões de refugiados.", disse Thomas Bach.


A equipe foi composta 10 pessoas de quatro países de origem diferentes (Síria, Sudão do Sul, Etiópia e República Democrática do Congo) nas modalidades de tletismo, natação e judô. Os atletas ficaram na Vila Olímpica, conduziram a própria bandeira na Cerimônia de Abertura e competiram com os mesmos direitos dos demais atletas.

Bach deu a entender que havia encontrado três atletas capazes de se qualificar para os jogos: uma nadadora síria que se encontrava treinando na Alemanha e o judoca congolês que encontrou refúgio no Brasil.



Após a primeira participação da delegação de refugiados na história das Olimpíadas, em 2016, a iniciativa cresceu: nos Jogos de Paris 2024, a delegação já contava com 37 atletas competindo em 12 esportes diferentes. Vale destacar que o ápice desse projeto iniciado no Rio ocorreu recentemente, quando a equipe conquistou a sua primeira medalha olímpica da história (um bronze no boxe feminino, com a atleta Cindy Ngamba) nos Jogos de Paris 2024. A triste realidade estatística: Em 2016, Thomas Bach citava a existência de 60 milhões de refugiados no mundo. Dez anos depois, esse número infelizmente dobrou, ultrapassando a marca de 120 milhões de pessoas deslocadas forçadamente no planeta, evidenciando que a plataforma olímpica continua sendo um holofote vital para uma crise global em expansão.

Dez anos depois, a estreia daquela equipe no Rio de Janeiro provou que o esporte pode ir muito além das cifras comerciais e das disputas por medalhas; ele é, acima de tudo, um instrumento de sobrevivência e dignidade humana.

E você, lembra da entrada emocionante da Equipe de Refugiados no Maracanã em 2016? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais e deixe seu comentário abaixo: o esporte espetáculo aprendeu a lição social ou a ganância por lucros continua sufocando a cidadania?

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