O COB e as metas para os Jogos Rio 2016 - 10 anos depois
- ALDEMIR TELES

- há 3 horas
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10 pontos, em 10 anos para projetar o Brasil entre os 10 mais

Que história é essa?
Em julho de 2014, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) apresentou as metas do "Time Brasil" para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Com investimentos públicos e privados de R$ 1,327 bilhão no quadriênio, a expectativa era a de que o País alcançase pelo menos a décima colocação no quadro geral de medalhas. Pelo cálculo do COB, o Brasil teria que praticamente dobrar o número de conquistas em relação à Olimpíada de 2012, em Londres, quando o País terminou a competição com 17 pódios e 22ª posição.
Analisando a meta estabelecida pelo COB e comparando com as trajetórias da China e da Grã-Bretanha nos dois ciclos olímpicos anteriores ao ano em que sediaram os Jogos, concluí pela improbabilidade — ou mesmo inviabilidade — do atingimento dessa meta no prazo estipulado. O salto qualitativo exigido demandaria um padrão de evolução histórica de pódios que o esporte brasileiro simplesmente não vinha construindo no ritmo necessário.
Os números dos países comparados evidenciam que a entrada no top 10 exige um planejamento estrutural de longo prazo e uma consistência prévia de medalhas de ouro que o Brasil ainda não apresentava.
O artigo publicado no UOL
Diante dessa constatação, elaborei um artigo analítico sobre o tema e o encaminhei ao brilhante jornalista José Cruz. Com a generosidade e a visão crítica — um dos profissionais mais respeitados e comprometidos com o desenvolvimento do esporte brasileiro —, José Cruz, que já havia gentilmente aberto espaço em seu blog no UOL para outros textos de minha autoria, prontamente acolheu e publicou mais essa reflexão.
Em busca de novos caminhos. Inovação e determinação política
A passagem de uma década desde a Rio 2016 e os resultados observados em Tóquio e Paris deixam uma lição clara: o esporte de alto rendimento no Brasil não pode continuar dependendo de metas voluntaristas e ufanistas. Transcorridos os dez anos daquele plano decenal, o topo do quadro de medalhas permanece inalcançado porque insistimos em aplicar fórmulas antigas a problemas estruturais. É urgente reformular a política nacional de esporte, migrando de um modelo focado apenas no financiamento de topo para uma base sólida de formação, ciência esportiva e gestão descentralizada. Se queremos figurar entre as potências mundiais, precisamos parar de projetar desejos e começar a construir estrutura.
O artigo no UOL






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