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Ana Moser e a volta do Ministério do Esporte

É preciso revisitar a política nacional de esporte

Imagem: Lucas Seixas/UOL


O presidente Lula anunciou hoje os 16 ministros para as pastas que não tinham os nomes oficializados, entre esses, a ex-atleta e medalhista olímpica de voleibol Ana Moser, de 54 anos. A ex-atleta é a primeira mulher a comandar o Ministério desde 1995, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso criou o Ministério Extraordinário dos Esportes. A pasta já foi nomeada Ministério do Turismo e do Esporte, em 1998 e, finalmente, Ministério do Esporte no primeiro governo Lula, em 2003. Nos últimos quatro anos do governo Bolsonaro o Ministério da Cidadania abrigou o setor como secretaria especial.


Um breve currículo


Ana Moser vem se dedicando com afinco ao esporte na defesa de políticas públicas que valorizem a formação de professores, que enfatizem os aspectos educacionais e pela adoção de leis que contribuam efetivamente com o desenvolvimento do esporte brasileiro.


Com esses ideais, em 2001, fundou a ONG Instituto Esporte e Educação, com a finalidade de difundir o esporte, especialmente entre crianças e jovens, com o Projeto Caravanas do Esporte, por exemplo. Mais de 6 milhões de jovens já foram atendidos por todo o país.


A nova ministra é também diretora da Atletas pelo Brasil organização que une grandes atletas brasileiros para atuarem como porta-vozes para promover mudanças e lutar por melhores condições para o esporte brasileiro e lutar formada para lutar por melhores condições no esporte brasileiro.


“A Atletas pelo Brasil cumpre uma função única no meio esportivo e na sociedade em geral que é dar apoio desinteressado às causas do Esporte. Os atletas lutam pelo melhor panorama para o Esporte, sem amarras de instituições ou burocracias. Somos a boa notícia que estará sempre junto a quem faz acontecer!” (Ana Moser)


A história revisitada? Desafios



Os acontecimentos históricos nos conduziram o país ao momento atual, de forma imprevisível, a candidatura e a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 2022, trazendo-o de volta ao cargo, gera na população, particularmente os esportistas brasileiros, atletas, dirigentes, jornalistas etc., a expectativa de mudanças, ajustes ou reconstrução da política nacional de esporte desde o primeiro governo Lula, em 2003, e Dilma, até 2016. Não cito o período Bolsonaro que terminará como uma página em branco na história do esporte nacional. A dedicação, a experiência com os bem-sucedidos projetos, o conhecimento acerca das fragilidades e do potencial do esporte na formação de crianças e jovens e o entendimento das mudanças necessárias na legislação esportiva, Moser é capaz de corrigir os erros passados e avançar no desenvolvimento do esporte. Tomara que entre as aptidões da atleta, esteja preservado o “jogo de cintura” para conviver com os interesses políticos.



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